quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

6. Exposições

-
Em Agosto, por alturas da festa, com material da Associação Recreativa e Cultural dos Forcalhos e com outro cedido por forcalhenses, realizou-se no antigo edifício escolar uma exposição que se complementava com artesanato e pinturas. Junta-se uma fotografia com jovens trabalhando artesanato, numa das salas e de senhoras na outra sala, bem como de material exposto da autoria da Fernanda Ramajal.











































Carlos Jorge

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

5.Até Casillas de Flores

-
Desta vez o nosso olhar vai até à vizinha povoação espanhola de Casillas de Flores, servindo-nos da caminhada promovida pela Associação Recreativa e Cultural dos Forcalhos, em 2 de Maio passado. As fotos são do Prof. Dr. João Peres, de Aldeia da Ponte.

A primeira foto apresenta os caminhantes à saída dos Forcalhos; a segunda, um grupo, junto á linha fronteiriça; a terceira, um intervalo, para descanso e para beber e comer uma sande, ao lado da Genestosa, junto ao antigamente chamado ventorro do Elias, agora quinta do filho Olegário.


























- Foto 1, em cima.






























- Foto 2, em cima.



























- Foto 3, em cima.





























- Foto 4, em cima.

O Olegário, com noventa e tal anos, aparece na quarta foto ao lado de Carlos Jorge. Ainda foi questionado sobre a mudança do marco fronteiriço mas não confirmou.

Para quem não souber acrescentamos que, segundo se diz (mais em http://noticiasdosforcalhos.blogspot.com/2005/08/29-mudana-da-fronteira.html ), ele comprou terreno português e, para o juntar aos terrenos que tem do lado de Espanha, terá tirado a parede divisória e terá mudado o marco fronteiriço. Por isso terá sido chamado a Salamanca e terá reposto tudo como estava antes.






























- Foto 5, em cima.





























- Foto 6, em cima

Por fim a quinta foto e a sexta mostram-nos uma edifício das Casilhas, de uma arquitectura invulgar. Não há dúvida de que quem a mandou fazer deve ter muito dinheiro e gostos exóticos. A entrada para o espaço circundante faz-se por um portão com dois enormes blocos de granito e a casa está rodeada de pormenores fantásticos que não aparecem na foto.


Carlos Jorge

sábado, 26 de Setembro de 2009

4.Um quadro e um recanto

-
O aspecto exterior das casas tradicionais com nuas paredes de granito, próprias das aldeias desta zona, tem-se vindo a perder.

Se as casas caiadas ou pintadas de branco eram uma excepção, agora, são a regra. É difícil fotografar um recanto onde se vejam, apenas, as casas tradicionais e as respectivas paredes de granito sem reboco nem pinturas.

Vem, por isso, a propósito um quadro da autoria de um artista nosso, o Professor Peres, que em tempos pintou um conjunto interessante. Este quadro conserva-se em casa do Professor, que teve a amabilidade de no-lo deixar fotografar.






- Quadro pintado pelo prof. Peres que gentilmente no-lo deixou fotografar.








Começando pelo lado esquerdo do quadro, aparece a esquina do que foi um palheiro mandado construir por Albino Jorge em fins do século XIX ou logo nos primeiros anos do séc. XX. Tem uma pedra onde se assinala, em números rústicos e virados ao contrário, 1902. Utilizou-o, bem como seu filho Orlindo Jorge, como palheiro e corte. Presentemente foi, no interior, transformado para habitação de quem escreve.

Segue-se a parede do curral, a casa e o cabanal onde viveu Albino Jorge e, depois, seu filho Orlindo Jorge que mandou caiar uma das paredes que apresentava fissuras. Hoje é da Adozinda. Nesta casa viveu o Padre José Vasco, que foi pároco dos Forcalhos entre 1884 e 1891. A casa, por isso apresenta divisões desadequadas a uma família agrícola pois tem duas grandes salas e uma janelita por onde se passava a comida da cozinha para uma das salas. Num dos quartos, como era de uso, só cabia a cama. O outro era maior.

Mais à direita um palheiro que foi do ti "Sôia" e hoje julgo ser do Alípio por o ter herdado de seu pai.
Ao lado uma casinha muito estreita e humílima, onde viveu a tê Luisa Lopes com uma filha deficiente, a "Zabel Tonta". Uma divisória mal alinhavada dividia a casa ao meio.

Pegada a esta, ficava outra casa térrea, um pouco mais elevada, e também muito pequena onde viveu a tê "Maíta", que conheci já viúva. De Inverno, quando as duas, cada uma em sua casa, ao lume, sentiam necessidade de falar, para aliviar a solidão, conversavam em voz alta, já que a parede que as dividia não obstava a isso.

Em frente da casa da tê Maíta, mais baixo e por baixo da rua, um pequeno palheirito da tê Luisa Lopes. A vida destas pessoas dava para um romance.

Por fim, para comparação e pra ver algumas alterações, especialmente as que foram introduzidas pelo Zé Ramos, vai uma foto mais abrangente.






- O mesmo local no ano de 2005.










Carlos Jorge

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

3.Donde vem o nome dos Forcalhos?

-
O Orlindo publicou no jornal Notícias dos Forcalhos, nº 43, de Dezembro de 2004, pág. 24, um artigo em que faz o inventário de várias hipóteses.

Há quem relacione Forcalhos com “forcão” para concluir que este nasceu na nossa terra.
O professor Peres, nosso conterrâneo, defende que o forcão é de invenção forcalhense, mas com outros fundamentos (não etimológicos) designadamente com o facto da proximidade da Genestosa, área de criação de gado bovino, da abundância de água na presa do Fornito, com a procura dessa água pelo gado, com a cedência de touros, para capeias, pelos espanhóis...

Mas também existe quem afirme o contrário, isto é, que Forcalhos deriva de forcão, como se lê em “Sabugal e seu Património”, editado pela Pró-Raia, com textos de Marcos Osório, que menciona essa versão:“o nome da povoação pode ter origem no forcão, peça de madeira utilizada nas capeias ou então na palavra bifurcação, dado que nessa região, poderiam separar-se duas vias romanas”.

Este texto aponta, como se vê, uma outra hipótese: a da bifurcação de vias, tese seguida por Almeida Fernandes no seu livro “Censual da Sé de Lamego”:“Creio que o topónimo se deve a bifurcação de vias ou caminhos: de “forcalho”=”forca”+alho o que pode ligar-se a povoamento local, com cristianização, embora esta não anterior ao século XII-XIII, pelo título, a Madalena…”.

E porque não acrescentar bifurcação de linhas de água?








- Imagem aérea dos Forcalhos mostrando as principais linhas de água avivadas a verde. Imagem tirada do Google Earth e modificada.











E a terminação “calles”, do termo los Forcalles, constante do documento de 1365, atrás citado, terá alguma relevância?

Por fim, não falta quem faça depender o topónimo de “forquilha” ou de “forcalho”, instrumento agrário, pau com uma das extremidades bifurcada, instrumento da lavoura formado por uma haste terminada em duas ou três pontas (António Carreira Coelho, in Jornal “A Guarda”).

Não tomamos posição.
Embora a bifurcação de vias colha a nossa preferência, não a temos como absolutamente certa.
( C.H. G. J., Forcalhos, Uma Aldeia de Riba Coa, I, pags. 8 a 10)

Carlos Jorge

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

2.Origens

-








- Mapa de Portugal com o Concelho do Sabugal a vermelho, ao qual pertence a fregusia dos Forcalhos. Imagem tirada daqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabugal
















Os Forcalhos são uma pequena freguesia do concelho do Sabugal, no extremo leste, encostada à fronteira com Espanha, numa zona em que a raia faz uma ligeira reentrância para o lado do país vizinho.

Não sabemos como nem quando aqui pareceu, com carácter de permanência, o primeiro núcleo de habitantes, nem como esse núcleo evoluiu até atingir a dignidade de paróquia.
Sabemos que a paróquia já existia em 1365. De facto, nesse ano, o presbítero Gil Esteves, da Vacariça, dirige, ao Papa Urbano V, uma petição a propósito dos benefícios das paróquias de Aldeia do Bispo, da Lajeosa e dos Forcalhos, na altura pertencentes à Diocese de Ciudad Rodrigo, embora portuguesas.

O crescimento de um núcleo inicial de habitantes, até merecer o tratamento de paróquia, demora anos. Assim, parece-nos lógico concluir que os Forcalhos já existiam muito antes de 1365.
Para A. de Almeida Fernandes a origem, no eclesiástico, não seria anterior aos séculos XII ou XIII, em virtude do orago, Santa Maria Madalena, cujo culto se expande nessa época.

Os Forcalhos e a Lajeosa não figuram no catálogo das igrejas taxadas , em 1320 e 1321, por D. Dinis, o que, a nosso ver, não afasta a hipótese de, naquela altura, já aqui se terem fixado alguns habitantes.

Num site denominado “Celtibéria.Net” http://www.celtiberia.net/articulo.asp?id=861, lia-se um interessante “post” datado de 11-01-2004, colocado por um “Vettonio”, com o título de “La Vettonia Portuguesa”. Seguiam-se várias achegas e comentários. Discutiam-se, ali, também, as fronteiras que separavam as tribos pré-romanas dos lusitanos e dos vetões.
Transcrevemos de um dos comentários, datado de 07-07-2005, a parte que nos interessa:

… “también en la toponímia encontramos estas similitudes entre la “Vettonia portuguesa” y el sector occidental de la “Vettonia española”, com nombres que se repiten (com las lógicas diferencias idiomaticas) en uno y outro lado de la frontera en esta región: Batocas/Batuecas, Fóios/Hoyos, Forcalhos/Horcajo, Malpartida”…

“ Forcalhos” corresponde ao castelhano “Horcajos”.




















- Mapa do Concelho do sabugal. Imagem tirada daqui: http://webcarta.net/carta/mapa.php?id=511&lg=pt

Em Portugal não se encontram mais nenhuns Forcalhos. Somos únicos. Já em Espanha, há Horcajos e Horcajadas, relativamente perto de nós. O topónimo, em Espanha, repete-se: Horcajos Rojos, Rio Horcajos, Peña de los Horcajos, Horcajo de la Sierra, Horcajo de Santiago, Horcajo de los Montes, Horcajo de las Torres, Horcajo de Montemayor…

Não se pretende provar que a origem da nossa aldeia esteja nesses tempos longínquos dos vetões e lusitanos pré-romanos… nada disso… mas poderá levantar-se, pelo menos, a hipótese de ser anterior à integração de Riba Coa em Portugal, em 1297 … de ser criação castelhano/leonesa.

(C.H. G. J., Forcalhos, Uma Aldeia de Riba Coa, I, págs. 5 a 8)






















Carlos Jorge

sábado, 5 de Setembro de 2009

1. Início

-
Depois de 2 anos com o blog " Noticias dos Forcalhos ", suspendemos a nossa actividade "bloguistica".
Voltamos, agora, com um novo blog: Forcalhos...et Orbis".
Pensámos no título e considerámos várias hipóteses até nos fixarmos neste que nos pareceu mais significativo.
Forcalhos será o centro, sem deixar de olhar para o resto do mundo, a partir dali.

Carlos Jorge
Orlindo Jorge